Reconhecer a Escravidão como Crime Contra a Humanidade implica um Direito Legítimo à Reparação
Fort-de-France, Martinica – 20 de abril de 2026. Na sequência de uma proposta apresentada pelo Presidente de Gana, John Mahama, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou, em 25 de março de 2026, uma resolução que qualifica o tráfico transatlântico de africanos escravizados como o “mais grave crime contra a humanidade”. O Movimento Raeliano Internacional saúda a coragem de Gana por ter levado adiante essa iniciativa histórica, marcando um avanço importante no reconhecimento de uma das maiores tragédias da história humana.
Adotada por 123 Estados, essa resolução constitui uma etapa significativa, apesar da oposição dos Estados Unidos, de Israel e da Argentina, bem como da abstenção de 52 países, principalmente europeus, vários dos quais se beneficiaram diretamente desse sistema ao longo de mais de quatro séculos.
Para o Movimento Raeliano, esse reconhecimento deve agora abrir caminho para uma justiça reparadora concreta. “Reconhecer um crime contra a humanidade implica necessariamente um direito legítimo à reparação para os descendentes das vítimas”, declara o Dr. Yoshaïe Kanta, guia raeliano e representante da organização Back to Kama* (BTK) para o Caribe.
Já em 2001, Raël, fundador e líder espiritual do Movimento Raeliano Internacional, declarava: "Os crimes contra a Humanidade são reconhecidos como imprescritíveis. Os crimes daqueles que mataram centenas de milhares de africanos e escravizaram milhões de outros constituem de fato um crime contra a humanidade. É inadmissível que a Alemanha continue pagando indenizações aos descendentes dos judeus vítimas do nazismo e que os africanos não tenham nenhum direito. As pessoas, as instituições e os países que fizeram fortuna com esse ato ignóbil que é a escravidão têm uma obrigação moral e humana de pagar indenizações aos descendentes das vítimas." (Fonte: www.raelafrica.org/)
Segundo os representantes do movimento, as reparações devem ser pensadas de forma global e inclusiva, beneficiando tanto os descendentes dos africanos deportados para as Américas e o Caribe, quanto aqueles que permaneceram no continente africano, igualmente marcados pelas consequências duradouras da escravidão, da colonização e da neocolonização.
Além das compensações materiais, o Movimento destaca a necessidade de uma reparação cultural, memorial e psicológica. "Reparar é também curar as mentes, restaurar a memória e devolver orgulho e consciência de si", lembra a Dra. Gbedia Dodo, responsável pelo projeto BTK.
O Movimento Raeliano reafirma, por fim, seu compromisso com os "3 Rs": Reconhecimento, Reparação e Reconciliação – único caminho para uma paz duradoura, fundamentada na verdade e na justiça. A organização Back to Kama, lançada em 2009 pelo Maitraya Raël, convida os descendentes africanos da diáspora a reconectarem-se com suas raízes e a participarem ativamente no desenvolvimento do continente africano.
* Kama é o nome original da África usado pelos povos autóctones.
https://fr.backtokama.org/index.php
Adotada por 123 Estados, essa resolução constitui uma etapa significativa, apesar da oposição dos Estados Unidos, de Israel e da Argentina, bem como da abstenção de 52 países, principalmente europeus, vários dos quais se beneficiaram diretamente desse sistema ao longo de mais de quatro séculos.
Para o Movimento Raeliano, esse reconhecimento deve agora abrir caminho para uma justiça reparadora concreta. “Reconhecer um crime contra a humanidade implica necessariamente um direito legítimo à reparação para os descendentes das vítimas”, declara o Dr. Yoshaïe Kanta, guia raeliano e representante da organização Back to Kama* (BTK) para o Caribe.
Já em 2001, Raël, fundador e líder espiritual do Movimento Raeliano Internacional, declarava: "Os crimes contra a Humanidade são reconhecidos como imprescritíveis. Os crimes daqueles que mataram centenas de milhares de africanos e escravizaram milhões de outros constituem de fato um crime contra a humanidade. É inadmissível que a Alemanha continue pagando indenizações aos descendentes dos judeus vítimas do nazismo e que os africanos não tenham nenhum direito. As pessoas, as instituições e os países que fizeram fortuna com esse ato ignóbil que é a escravidão têm uma obrigação moral e humana de pagar indenizações aos descendentes das vítimas." (Fonte: www.raelafrica.org/)
Segundo os representantes do movimento, as reparações devem ser pensadas de forma global e inclusiva, beneficiando tanto os descendentes dos africanos deportados para as Américas e o Caribe, quanto aqueles que permaneceram no continente africano, igualmente marcados pelas consequências duradouras da escravidão, da colonização e da neocolonização.
Além das compensações materiais, o Movimento destaca a necessidade de uma reparação cultural, memorial e psicológica. "Reparar é também curar as mentes, restaurar a memória e devolver orgulho e consciência de si", lembra a Dra. Gbedia Dodo, responsável pelo projeto BTK.
O Movimento Raeliano reafirma, por fim, seu compromisso com os "3 Rs": Reconhecimento, Reparação e Reconciliação – único caminho para uma paz duradoura, fundamentada na verdade e na justiça. A organização Back to Kama, lançada em 2009 pelo Maitraya Raël, convida os descendentes africanos da diáspora a reconectarem-se com suas raízes e a participarem ativamente no desenvolvimento do continente africano.
* Kama é o nome original da África usado pelos povos autóctones.
https://fr.backtokama.org/index.php

